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AGENDA


24/07 - Caminhada da Linha do Trem II - Vargem Alta ES

Linha do Trem – Túneis – Presépio – História – Cachoeira Perdida de Boa Esperança

Unimed

Data: 24.07.2010 (sábado)
Transporte: micro ônibus com ar condicionado e DVD ou carro
Encontro: 06:00 h, em frente ao Hotel San Karlos, Cachoeiro ES
Café da manhã: Hotel Chaminé – Vargem Alta ES - 28.3528.1001

Caminhada: caminhada de nível médio, de 4 horas de duração passando pela histórica Linha do Trem Estrada de Ferro Leopoldina Railway, num percurso de 5 km, com dois túneis e paisagens surprrendentes, isto se não encontrarmos o trem, chegando ao bucólico distrito de Jaciguá, onde visitaremos o Presépio. Depois seguiremos em direção a Boa Esperança para visitar o Colégio Salesiano, fundado em 1936. Após este banho de história, sempre acompanhado do Professor Sérgio Geraldo, terminaremos na Cachoeira Perdida de Boa Esperança, ou melhor, a Cachoeira do Eloy, um espetáculo a parte da natureza. E para terminar o micro ônibus nos levará a uma degustação do melhor da carne suína. Haja adrenalina.

Almoço e confraternização: Bar e Restaurante Mosquini, em São João de Jaciguá.
Custo total: R$ 45,00(Organização, micro ônibus,café da manhã,apoio do transporte e guia) + 2 kg de alimentos não perecíveis para doação. De Carro, R$ 37,00 .

Confirmar presença até 21/07/10, com depósito no BB, ag. 3760-5, poupança 4.910.801-8, variação 01.
Pagto após esta data, R$ 55,00 .

Coordenador:joaoluiz@caminhadasetrilhas.com.br
Tels : 28. 3515.1092/9915.6889
www.caminhadasetrilhas.com.br : “além do horizonte... existe um lugar!!!!”
Unimed Sul Capixaba : 10 anos de parceria.

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A História de Vargem Alta

A historia de Vargem Alta iniciou-se com o desenvolvimento do município de Cachoeiro de Itapemirim e sua colonização deu-se com a chegada de imigrantes italianos na segunda, metade do século XIX na época do segundo império (D.Pedro II). A procura por um ambiente semelhante ao país de origem, fez com que uma parte dos imigrantes italianos da colônia do Rio Novo iniciasse uma imigração interna em direção à essa região (hoje Vargem Alta, Venda Nova do imigrante e outras). O principal fator da imigração , foi a doação de terras virgens da região pelo Príncipe Regente e o clima apropriado para os europeus. A partir daí, na região sul do município onde situam-se as localidades de Boa Esperança, Jaciguá, Concórdia e Soturno, foi onde se estabeleceram as primeiras famílias. Progressivamente e paulatinamente, foram conquistadas Vargem Alta, Prosperidade, Pombal, São José de Fruteiras e Castelinho; todas situadas às margens da estrada aberta pelos imigrantes e que tornou-se a Rodovia ES -164 (Rodovia Geraldo Sartório) que corta , longitudinalmente, de norte a sul o atual município. Na trilha dos trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina Railway, surgem em 1918 os núcleos de Vargem Grande e Vargem Alta, atual sede do município. Nessa ocasião existiam em Vargem Alta apenas as casas de Malvino Cesarini, de Ernesto Savignon, de José Magnago e Latino Moreira. Assim se conseguiu mudar a parada do trem de Vargem Grande para Vargem Alta. Nos anos de l921 a 1923 a energia chegou em Vargem Alta, Através dos Serviços Reunidos de Vitória e de Cachoeiro de Itapemirim, isto é Força, Luz e Tração, através do diretor-gerente Eng. Luiz Serafim Derenzi, tendo como empreiteiro Francisco Alves, que era proprietário do antigo casarão ao lado da Igreja Católica. No ano de 1924, Nestor Gomes mandou abrir as ruas de Vargem Alta, das quais destacamos: Rua Nestor Gomes entre a Estação da Leopoldina e o entrocamento junto a casa da família Machado, e a Rua Francisco Gomes Neto, popularmente denominada Rua Escura, entre a Praça Alberto do Carmo e o atual Montanhês Clube. Segundo o Sr. Guilherme Magnago, o primeiro, o primeiro caminhão, um C30 da internacional chegou de trem, pertencente a Aguiliberto Rodrigues. Posteriormente chegou um Ford e um chevrolet este pertecia a Pedro Bruno Sartório e Osvaldo neves, do qual o Sr. Foi motorista. Osvaldo Neves era representante da empresa Vivácqua-Vieira, indicado e garantido pelo benemérito daquela época Átila Vivacqua, segundo Pedro Bruno Sartório. O primeiro motorista foi João Lopes, e o segundo Hélio Gomes os “terceiros” motoristas foram os irmãos Guilherme e José (Bepe) Magnago e o quarto, Emílio David. Os principais empreendedores à construir estradas de penetração foram Guilherme Magnago e Pedro Bruno Sartório, nas décadas de 1940 e 1950. Estrada de São Carlos, os sócios Osvaldo Neves ( Vivacqua-Vieira) e Pedro Sartório, na qual trabalho como motorista Guilherme Magnago;Estrada de Prosperidade, na Administração de Dr. Dulcino Monteiro de Castro, tendo como orientador Alberto do Carmo e Antonio e Adolpho Berardinelli, estes como representantes da Estação Sericícula de Vargem Alta, como servidores da secretaria de Estado da Viação e obras públicas.Posteriormente, entre 1986 e 1987, reabrimos essa estrada com padrão para pavimentação. A Estrada de Vargem Alta Fruteiras, Aguiliberto Rodrigues, incluindo a estrada para Capivara e, posteriormente deu seqüência aos trabalhos Felipe David. Estrada para Richmond, na ligação da abertura do caminho para o mar, em direção a Rodeio, em 1936, teve sua construção iniciada pela estação Sericícula de Vargem Alta, sob o comando de Antonio Berardinelli, servidor da secretaria de Viação e Obras Públicas (s.v.o.p)e de seu irmão, Rodolfo Berardinelli, Diretor Geral do Expediente da s.v.o.p. Posteriormente,por empreitada a Genarino Berardinelli, que veio falecer durante o período de execução das obras.Assim sendo, prosseguindo para Rodeio a empreitada copube a Alberto do Carmo que a concluiu.Estrada de Córrego do Ouro, os sócios Pedro Bruno Sartório e Osvaldo Neves, tanto nessa ligação com Vargem Alta como para Jaciguá; Estrada Vargem Alta para Jaciguá,poá atuação de Genarino Berardinelli. A reabertura da Estrada Primitiva do Paraíso, Pedro Bruno Sartório; Algumas pontes e estradas na região foram executadas por Alberto do Carmo; A estrada de Virgínia-Ribeirão, Pedro Bruno Sartório,auxiliado pelos seus filho José João e Geraldo, utilizando-se como nas anteriores a técnica de couro e boi. Conclusivamente, na história de Vargem Alta está escrito com letras de ouro a participação do casal Godfrey Willian Rose e Maves Rose, ingleses, que ali permaneceram até a morte, onde estão sepultados.O engenheiro Willian Rose, Dr.Roso trabalhou na conclusão da Estrada de Ferro Leopoldina, tendo dedicado profícuo e árduo trabalho na consolidação do leito da via permanente. As constantes barreiras eram eliminadas com seu esforço pessoal diuturnamente. Percorria, a pé, o lastro, dormente a dormente, verificando as bitolas, os desgastes, os bulbos de afundamentos e outros defeitos para garantir conforto e segurança. A botânica Maves Rose “D.Rosa”, poliglota com domínio de 7 línguas, trabalhou anteriormente no Banco Internacional, antes do Casamento. A equipe de Dr. Roso era composta do memorável mestre de linha, Vandir Simões e, de diversos feitores como Joaquim Paradella Netto, Josias Guimarães, Manoel Pereira(Sr.Nello) João Antônio e do agente da estação Sr. Oscar de Magalhães. O casal adquiriu o Chácara Rosa, da família de Genarino Berardinelli, mantendo-a como viveiro de pesquisas botânicas, vendendo-a posteriormente, por não possuírem herdeiros, com usufruto até a morte, ao casal Roberto e Sílvia Machado, que a mantém preservada. Trata-se de umas relíquia, a mais bela flor dos tempos ferroviários, de um casal que muito se empenhou no desenvolvimento da região e do país.

Dessa forma, tem inicio o processo de ocupação e desenvolvimento da atividade agrícola na região. O território que compõe o município de Vargem Alta foi formado pelo desmembramento dos distritos de Jaciguá e Vargem Alta do município de Cachoeiro de Itapemirim, em abril de 1988, através do plebiscito realizado na sede do distrito.

O Distrito de Jaciguá foi criado pela Lei nº 793, de 10 de janeiro de 1912, com a denominação de São Jose. Com a lei n 1006, de 23 de outubro de 1915, o distrito passou a chamar-se Estação de Virginia, sendo alterado para Jaciguá em 31 de dezembro de 1943, pela Lei nº 15177.

Já a criação do Distrito de Vargem Alta deu-se em 26 de dezembro de 1922, pela Lei n 1.532.

Com a Lei Estadual n 4063, de 06 de maio de 1988, fica criado o município de Vargem Alta, com sede na Vila de Vargem Alta.

O Distrito de São José de Fruteiras foi criado pela Lei nº 291/97 em 27 de dezembro de 1997, com Sede na atual localidade de São José de Fruteiras, desmembrado do Distrito Sede com uma área de 150, 49 Km². O Distrito de Prosperidade foi criado pela Lei nº 309/98 em 13 de setembro de 1998 com Sede na atual localidade de Prosperidade, desmembrado do Distrito Sede e do Distrito de Jaciguá com uma área de 35, 00 Km². O Distrito de Alto Castelinho foi criado pela Lei nº 312/98 em 19 de outubro de 1998 com sede na atual localidade de Castelinho, desmembrado do Distrito de São José de Fruteiras, com uma área de 80, 00 Km².

O NASCIMENTO DA PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA – ESTAÇÃO DE VIRGINIA – 02 DE ABRIL DE 1923.

Dois Bispos Salesianos, os irmãos: DOM HELVÉCIO e DOM MANUEL, procuravam um lugar no Espírito Santo para construir um Seminário, e encantaram com a nossa região.Com a vinda dos Padres Salesianos em 1923, foi fundado na Fazenda Boa Esperança, onde a família já havia construído uma Capela em 1903, o INSTITUTO SALESIANO ANCHIETA e em Virgínia onde já havia um movimento, inclusive com pedido através de abaixo assinado ao bispado para a construção de uma igreja. No dia 02/04/1923, foi erigida a PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA. Provisoriamente, a Matriz foi a Capela de Nossa Senhora da Penha em Boa Esperança e o escritório funcionava no Colégio Salesiano. Em Virginia o terreno para a construção da Igreja Matriz foi doado pelo Sr. Victorio Altoé, dizem algumas testemunhas que o pai não concordava com a doação, mas o filho doou e pediu ao pai que descontasse na sua herança. Como premio, Deus lhe deu o filho Padre Domingos Altoé que veio a ser Vigário desta Paróquia de 1964 a 1974, e veio a falecer em 1995. O Padroeiro São João Batista, deu nome à Paróquia, na escolha houve polêmica, uns queriam São José, outros Santo Antonio, se formaram algumas correntes com idéias e nomes diferentes, mas o Sr. José Valentino De Angeli que viera de São João de Alfredo Chaves, ao ser convocado para participar do conclave, sugeriu o nome de SÃO JOÃO BATISTA, com apoio do sr. Antonio Cunha da Fazenda São Pedro e do Coronel Rodolpho de Salles Pinheiro, fazendeiro, dono da Fazenda São João do Oriente, inclusive com a doação da primeira do imagem Santo à Paróquia.

AS PRIMEIRAS CAPELAS

A então Paróquia de Virgínia, estava na Diocese de Vitória-ES, o Bispo era DOM MANOEL DE OLIVEIRA. Era também a primeira sede dos Salesianos no Estado. Em 1958, passou a pertencer à Diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES, quando tomou posse da nova Diocese o Bispo DOM LUIZ GONZAGA PELUSO.

Em BOA ESPERANÇA, a então capela em honra a Nossa Senhora Da Penha, que pertencia à Paróquia de São Pedro, passou por algumas reformas e foi sede provisória da nova PARÓQUIA DE SÃO JOÃO BATISTA, até a inauguração da Matriz.

ESTAÇÃO DE VIRGÍNIA, por ter sido o primeiro povoado a se tornar Distrito na região, foi inaugurada a nova Matriz em Virgínia no dia 24/06/1923, hoje JACIGUÁ.

Posteriormente, foram surgindo outras capelas, como:

  • VIRGINIA NOVA, Nossa Senhora Imaculada Conceição.
  • CONCÓRDIA, São Valentim
  • ESTAÇÃO DE SOTURNO, Sagrado Coração de Jesus.
  • ORIENTE, Nossa Senhora do Rosário.
  • VARGEM ALTA, Nossa Senhora Imaculada Conceição.
  • PROSPERIDADE, Sagrado Coração de Jesus.
  • CLAROS DIAS, Jesus Redentor.
  • CÓRREGO DA ONÇA (atual Córrego Alto), Santo Antônio.
  • FRUTEIRAS, São José
  • SUMIDOURO, São Sebastião
  • SÃO CARLOS, São Carlos
  • RIBEIRÃO, São Paulo
  • VARGEM GRANDE, Santo Antonio
  • CASTELINHO, São João Batista
  • BELÉM, São Pedro entre outras.

PÁROCOS QUE ATUARAM:

SALESIANOS

  • Padre Antônio Marcigáglia 02.04.1923
  • Padre Luiz Rigotti 12.03.1930
  • Padre José Tavares Bacta Neves 21.03.1933
  • Padre. Olívio Giordano 04.02.1936
  • Padre. Romeu Pedruzzi 08.03.1949
  • Padre. Felix Rokischi 20.11.1955
  • Padre. Luiz Amadeu Moreno 05.1957
  • Padre. Américo Ceppe 1959
  • Padre. Rubens Vargas Trindade 1960
  • Padre. Martiniano Francisco pinto 1964
  • Padre. Paulo Silva Maia
  • Padre. Tarcísio Scaramussa
  • Padre. Joaquim Giovane Mol Guimarães
  • Padre. João Norberto Pinto
  • Padre. Adailton Altoé
  • Padre. Geraldo Magalhães

FAM – FILHOS DO AMOR MISERICORDIOSO

  • Padre. DIONE CESAR DE OLIVEIRA GOULART
  • Padre. ROGÉRIO GARAMANO LOPES
  • Padre. CLAUDIO CORPETTI

No início a paróquia compreendia o Distrito da estação de Virgínia, e o pároco dava assistência a mais algumas comunidades do município de Rio Novo do Sul, Virgínia Nova, Arroio das Pedras, Inhaúma e Mundo Novo, depois em 1922, foi criado o Distrito de Vargem Alta, na parte norte do distrito.

Em 1989 os distritos de Jaciguá e Vargem Alta, se emanciparam de Cachoeiro de Itapemirim e formaram um novo município com sede em Vargem Alta.

Em 1999, a paróquia já contava com 44 comunidades, e foi então dividida, a parte sul continuou Paróquia de São João Batista, entregue a congregação FILHOS DO AMOR MISERICORDIOSO – FAM. Na parte norte foi instalada a Paróquia Nossa senhora de Guadalupe com a congregação SALESIANA.

ESTAÇÃO DE VIRGÍNIA – MATRIZ

OS PRIMEIROS FABRIQUEIROS: Fernando Moscon, Henock Pinheiro da Cunha, José Valentino De Angeli, Antonio De Angeli, Luiz pesca, Victorio Altoé e Ângelo Altoé.

OS PRIMEIROS COROINHAS: Benjamim De Angeli, Luiz Agrizzi, Vicente Pesca, Firmino Fassarella.

AS PRIMEIRAS CATEQUISTAS: Dalila Moreira Ferraço, Idalina Très Altoé, Laura Salles Pinheiro.

OS PRIMEIROS SACRISTÃOS: Este trabalho foi sempre feito com muito amor e dedicação pela família do Sr. José Valentino De Angeli, a começar por ele, depois o filho Antonio e depois os netos, Pedro, Fernando e Rafael. Deois Hilário Fiório e outros.

O PRIMEIRO MINISTRO DA EUCARISTIA: Agostinho Agrizzi

Antes do advento da energia elétrica, as igrejas eram construídas em posição estratégica, em lugar mais alto, de frente para o sol nascente, e geralmente tinham uma espécie de clarabóia, onde o sol da manhã penetrava, enchendo de claridade a igreja e o altar, onde eram celebradas as missas, sempre pela manhã, assim, foi construída a nossa Matriz.

Outro problema era o som, não havia equipamento na época, nas celebrações importantes como Semana santa, a multidão era grande. Era costume convidar padres eloqüentes e oradores para fazer o sermão, dentre eles podemos citar o saudoso Padre Valentim Cricco e o Padre Manhago. Mas no tempo do padre Olívio, que era de baixa estatura as vezes precisava da acessória do jovem entusiasta Antonio De Angeli, que sempre estava ao lado para dar avisos em voz mais alta, ou vivas ao Santo.

CORAL OU CANTORIA – 1923 – Criação: Sr. José Valentino De Angeli e Filhos. 1935 – 1960 – Harmonista, Sr. Benjamim De Angeli (18 anos) – Cantores: Alexandre, Carolina, Adelina, Marcos de Angeli, Henrique, Agostinho, Maria, Hermenegilda, Vivente , Luiza Agrizzi, Armando da costa Mattos, Maria e Genoveva pesca, Arminda Curitiba, David Calvi, Letícia Altoé entre outros. Após o Concílio Vaticano II houve mudança das celebrações do Latim para o Português e o coral não continuou.

A PRIMEIRA MISSA EM PORTUGUÊS: Foi celebrada a primeira missa em português em 1965 aos pés do grande Cruzeiro levantado na missão de 1963 pelos Padres Francisco Pinto e Padre Domingos Altoé.

AS CONSTRUÇÕES E AS REFORMAS

Foi então em 1923 iniciada a construção da primeira matriz em madeira inaugurada na primeira Festa de são João Batista em 24 de junho de 1923, (na época Dia Santo). O Primeiro Pároco foi Padre Antonio Marcigaglia, o primeiro Bispo Dom Manoel Gomes de Oliveira. O Sr. Antonio Rodrigues doou a madeira que foi cortada em mutirão (100 homens), arrastada co junta de bois até a beira da Estrada de Ferro Leopoldina Railway onde é hoje o Sítio das palmeiras e conseguiram que o lastro (trem de manutenção), transportasse a madeira até a estação, onde foi serrada a mão. O construtor foi o carpinteiro Pedro Mosquini, sob a coordenação dos Srs. Victorio Altoé e Pedro Mosquini.

Em 1940, foi desmanchada a igreja de madeira e iniciada no mesmo local a obra da atual igreja, construída com forro de madeira. Algum tempo depois de terminada, as paredes começaram abrir e a solução encontrada foi a cobertura de laje com colunas de reforço nas laterais e o aumento da altura de torre. Com a benção e a coragem do Pároco Padre Olívio e a coordenação do Sr, Hermínio Altoé, Secretário Henock Pinheiro da Cunha e tesoureiro o Sr. Fernando Moscon, a inaugurção aconteceu no ano de 1943.

Foram construídas duas casa ao lado da igreja (casas canônicas), uma delas serviu de capela até que fosse inaugurada e depois tornou-se a primeira Escola Pública da região que funcionou até a inauguração da atual escola em 1947 e atualmente é a Creche Vale da Lua. A outra casa, mais antiga, uma vez que os padres Moravam no Colégio Salesiano, era alugada, para se obter alguma renda para manter as despesas da igreja. Na década de 1930 foi residência do Tenente Juricey Pacu de Aguiar, instrutor da lendário Escola Linha de Tiro fundada em 1928.

Em 1958 quando era pároco o padre Luiz Amadeu Moreno, foi construída a atual escadaria. Ainda havia dívidas da obra da igreja, a coordenação da comunidade não queria mais assumirm mais despesas, o corajoso pároco convocou os “homens de bem” da comunidade, abriu um livro ouro, assumiu a obra e em pouco tempo estava pronta.

Por volta de 1962, quando era pároco o padre Rubens Vargas Trindade, foi iniciada as obras de fundação do Salão das obras sociais, terminada em 1968, sob o comando do padre Martiniano Francisco Pinto e Padre Domingos Altoé. Nesta época foi transferido o Escritório da Paróquia para junto da Matriz, pois até então, o mesmo funcionava no Colégio Salesiano.

Em 1973, quando era pároco o Padre Martiniano Francisco Pinto, nas comemorações do cinqüentenário, a igreja passou pela primeira reforma geral e pintura, quando foi colocada uma barra interna em “mármore champagne”, doação do Sr. Nelson Quinelato e das Industrias de Mármore de Jaciguá e Boa Esperança.

Em 1982, quando era pároco Padre Paulo da Silva Maia, foi construída ao lado da igreja, a casa do Presépio, que antes funcionava no salão desde a inauguração do mesmo, era uma imensa mão de obra, todos os anos montar de desmontar. O Presépio que teve início no Colégio Salesiano, por iniciativa do Irmão Coadjutor, Sr. Agostinho Bastianello.

Em 2000, o pároco Padre Dione César de Oliveira Goulart, a matriz recebeu nova pintura, de cor azul celeste, as cores de nossa senhora. A casa paroquial teve inicio em 2001 pelo mesmo pároco. E em 2002 a igreja recebeu um novo piso de granito, inclusive na Sacristia , doado por Maurílio Calvi e João Dalvi.

SÃO JOSE

A primeira igreja a ser construída na região. Com a queda do café na 2ª guerra mundial, houve baixa no comercio e em toda a região, a capela de São José foi desativada por falta de gente, e em 1990, foi reativada a comunidade e construída a nova capela, inaugurada em 2000.

BOA ESPERANÇA

Construída em 1903, a Capela de Nossa Senhora da Penha. No ano de 1923 foi iniciada a grande obra do Colégio Salesiano, que terminou em meados dos anos 50. Nesta época foi iniciada a escavação para construção do Santuário de Nossa Senhor da Penha, inaugurado no dia 12 de outubro de 1969. Devido a intensa chuva o então Bispo, Dom Luiz Gonzaga Peluso, não conseguiu chegar a Boa Esperança e o Padre Mais antigo presente, Alcides Lanna, presidiu a missa inaugural, cantada pelo coro dos aspirantes junto com a comunidade de Boa Esperança.

VARGEM ALTA

Nos anos de 1950 foi construída em Vargem Alta, ao lado da capela da Imaculada Conceição, com o incentivo do Padre Antônio Maria, Um salão de obras sociais, útil a comunidade até os dias atuais.

AS FESTAS E TRADIÇÕES

Em toda a Paróquia, sempre foram animadas as festas, entre elas se destacam a Festa da Penha, em Boa Esperança, São José Operário, em Fruteiras, sagrado Coração de Jesus em Prosperidade, Imaculada Conceição em Vargem Alta, entre outras. A tradicional Festa de São João Batista sempre realizada em Juno, desde os primeiros tempos sempre foi muito animada. Além das celebrações religiosas em homenagem ao Santo Padroeiro acontecia o tradicional “Jongo”, animada cantoria e desafio que acontecia ao redor da fogueira, pelos descendentes de escravos e tropeiros, entre eles vale a pena lembrar no nome da família do Sr, Aristóteles. Os fogos de artifício foram trazidos para a festa pelo Sr. Júlio Cansi pela primeira vez. Sempre fizeram parte das festas, quadrilhas, barraquinhas, leilões de garrotes e de diversas prendas. Bailes e bebidas alcoólicas até os anos 60 eram proibidos pelos padres. Depois houve uma liberação e por último uma decisão da Diocese, proibindo a venda de bebidas alcoólicas no recinto das igrejas.

Umas das maiores festas já realizadas foi a de 1973 que celebrava o cinqüentenário da Paróquia, era o Padre Martiniano Francisco pinto. Na época foram arrecadados para o leilão cinqüenta garrotes, uma quantia inédita. Houve presença do Bispo inauguração do Órgão Eletrônico, entre outros.

A Coroação de Nossa Senhora no mês de maio, sempre foi marcante não só na Matriz, mas também nas capelas.

Na Paróquia houve várias missões, pregadas pelos Padres redentoristas, 1954, 1958, 1963 e 1972, as marcas ficaram nas montanhas uqe cercam as comunidades com imensos cruzeiros de madeiras, sinalizando a presença de Cristo e a fé do povo.

OS MOVIMENTOS RELIGIOSOS

O primeiro movimento religioso da região foi o apostolado da oração, fundado em 1918 em Boa Esperança pelo Padre Leandro Deluono, tendo a frente os irmãos Afonso de José Altoé e Pedro de José Altoé. No início da paróquia se destacaram: Congregação Mariana, Apostolado da oração em Boa Esperança e Jaciguá, Cruzada Eucarística em todas as capelas, Liga Católica em Jaciguá e fruteiras, incentivadas pelo Padre Romeu Pedruzzi.

Filhas de Maria em Jaciguá e Boa Esperança, incentivadas pelo Padre José Balestieri. Com o passar do tempo alguns movimentos diminuíram suas atividades até se acabarem. E 1999, com o incentivo do Padre Dione César de Oliveira Goulart, foi reativado o Apostolado da Oração, As Filhas de Maria e foram criados os movimentos ECC, EJC, EAC, RCC e a AMME - ASSOCIAÇÃO PARA UM MUNDO MELHOR. No início chamava-se Associação Maria Medianeira.

ENCENAÇÃO DA PAIXÃO E MORTE DE CRISTO

Desde a criação da Paróquia São João batista em 1923, as celebrações religiosas da semana Santa sempre foram muito concorridas, mas com certeza o evento que mais atraia o público era a tradicional Procissão do Senhor Morto da Sexta Feira Santa. Era uma procissão luminosa em que as pessoas levavam tochas feitas com bambu, envoltas em papel colorido, o que ocasionava um espetáculo de grandiosidade e muita beleza. O Padre acompanhava a bela e singela imagem do Senhor Morto, que era levado pelas ruas sob o imponente “Palio”, comprado pelo Padre Olívio, o então pároco na década de 1940. Com todo aparato litúrgico possível, iam os Coroinhas e Coro cantando hinos apropriados. De vez em quando a procissão parava e a Verônica cantava o canto tradicional que emocionava a todos, e assim era a tradicional procissão que terminava na igreja com o sermão e o beijo na imagem do Senhor Morto.

Os anos foram passando e graças ao espírito criativo do povo de nossa terra, no intuito de fazer um espetáculo diferente e também que fosse de cunho religioso, em 1973 foi realizada a primeira encenação, sob a direção do incansável líder comunitário o Sr. Agostinho Agrizzi e o apoio de muitos como o primeiro a fazer o papel de Cristo, o Sr. Elias De Angeli, o primeiro Pilatos e Soldados como, o saudoso Ivo Calvi e pessoas queridas da comunidade como Vainor Altoé, Geraldo Maralha, Valério Grolla e tantos outros.

A Encenação Paixão e Morte de Cristo, foi caindo no gosto da juventude e das crianças, com os anos novos papéis foram introduzidos. No ano de 1976 arrastaram o Cristo (Chiquinho Nogueira) para ser pregado no alto do morro do Sr. Zé Grolla. Em 1977, o Cristo foi pregado no alto da escadaria em frente a igreja. Teve ano que a chuva não deu trégua, o povo não desanimou, a encenação foi no salão de obras sociais,e o Cristo foi para o palco. Anos depois a encenação foi invertida, o povo ficava na escadaria da igreja e o Cristo era pregado lá em baixo. O evento foi crescendo e novos personagens foram surgindo.

Em 1999, um imenso palco com colunas romanas foi erguido na praça, o Judas, (Getúlio) foi enforcado, de mentirinha é claro. O povão encheu a praça e sob uma sonorização impecável se emocionava com o choro das Mulheres Choronas, as palavras de Cristo, (Pedro Maralha), do lamento de Nossa Senhora, (Isabel Machetti), do Canto da Verônica (Teucita Altoé), com a guerra dos Anjos contra Demônios, e as vezes ficava triste com a brutalidade dos “Verdugos Soldados Romanos”, (Neno, Agildo, Savinho Calvi, Aparecido Fabre, Lacá, Pedro e Paulo Agrizzi e tantos outros).

Quando vai chegando a Semana santa é um verdadeiro Zum Zum Zum, e a pergunta começa a rolar pela rua, como é? E a encenação vai ou não vai ter?...

Nem tudo são flores, sempre surgem alguns “terê-tê-tê..., mas é simplesmente impressionante, como a comunidade se une, dando a grandiosidade do evento, como tem sido nos últimos anos em que envolve muitas pessoas, desde a costureira lá na sua casa que deixa o seu serviço de lado e trabalha a semana toda para ajudar osjovens, as crianças, as comunidades vizinhas, como Boa esperança, paraíso, São João e mais, até os irmãos Evangélicos se unem aos católicos para ajudar, tudo isso tem sido muito gratificante e com certeza vem mostrar a capacidade e o desprendimento do povo da nossa paróquia.

PADRES E LEIGOS QUE DEIXARAM MARCAS

Ao citar nomes, pode-se correr o risco de cometer injustiças, mas a história da Paróquia não termina por aqui, este esforço para que não se esqueçam alguns nomes de pessoas que demonstraram fé, coragem e determinação, é uma história tão rica de muitas pessoas santas, piedosas, que deram as suas vidas pela família, pela comunidade e pela igreja. Dentre centenas devemos lembrar algumas para que não caiam no esquecimento. Um povo que não lembra seus antepassados é um povo sem futuro.

Padre Antonio Marcigaglia – Primeiro pároco e diretor do Instituto Salesiano Anchieta. Instalou a Paróquia de São João Batista em Virginia, atual Jaciguá.

Padre Olívio Patrizzio Giordano – Chegou aqui em 1924. Faleceu em 1960, exemplo de trabalho, humildade, amor as pessoas, principalmente aos doentes e ao ideal de Dom Bosco. Diretor do Instituto Salesiano Anchieta e Pároco.

Padre Pedro Celestino – O Padre da criançada, de alegria incontida, trabalhou aqui nos anos 60.

Padre Chiquinho – Também conhecido como Padre Prefeito, cuidava das finanças do colégio. Ia celebrar nas comunidades e sempre voltava com a caminhonete lotada de alimentos para os 200 alunos internos.

Padre Roque André dos Santos – Foi um dos primeiros, juntamente com o Agostinho Agrizzi a falar em ecologia, inclusive fazendo campanha em toda a paróquia. Faleceu em 1991 e está sepultado em Boa Esperança próximo ao Padre Olívio e ao Sr. Armando.

Irmão Armando Shalch – Irmão coadhjutor, exemplo de professor e catequista. Chegou em 1923 e trabalhou no Colégio Salesiano até falecer em 1977.

Irmão Agostinho Bastianello – O querido professor, músico, engenheiro, artista, catequista. Sempre foi o maestro da banda dos alunos do colégio. Dos corais em todas as festas. Tinha peça teatral ensaiada por ele e a música da banda. Homem de muita fé, oração e humildade.

Tenente Juricey Pacu de Aguiar – Homem de fé, muito querido e respeitado pelo povo, descendente de índios. Trouxe para Virgínia, além da instrução militar, a Banda Marcial e o futebol.

Agostinho Agrizzi – Incansável líder comunitário e animador da comunidade.

Antonio De Angeli – Exemplo de trabalho e dedicação em favor da igreja.

Angelim Altoé – Morador da Gávea. Exemplo de homem humilde e piedoso.

Afonso de José Altoé – Era o harmonista da Capela de Nossa Senhora da Penha. Homem de uma fé e perseverança extraordinária. Baluarte do Apostolado da Oração.

HISTÓRIAS

Havia por aqui, um ex tropeiro de nome João Osébis (Possivelmente João Eusébio), muito conhecido. Devido a distúrbios mentais e abandonado pela família e ex patrões, tornou-se andarilho. Por causa de sua roupa suja e barba crescida, as crianças tinham muito medo, os mais levados as vezes o provocavam e lhe jogavam pedras quando passava. Até as mães conseguiam dominar os filhos travessos ameaçando chamar o João Osébis. Em 1973 ele já estava com idade avançada e ficou muito doente, as pessoas mais idosas que o conheciam arranjaram um local na fazenda do Sr. Hermínio Altoé e providenciaram uma cama para ele que já não conseguia andar e cuidaram dele até falecer nas vésperas da grande festa em 1973. Em sua homenagem foi celebrada a missa de corpo presente pelo Padre Martiniano. A população compareceu em grande número e pode participar da primeira missa em que o tão esperado Órgão Eletrônico foi lindamente tocado pelo Sr. Benjamin De Angeli.

Na época da construção da igreja em Jaciguá, vinham muitas pessoas das mais distantes comunidades ajudar em mutirão nas obras. Muitos não sabiam o que era energia elétrica. O filho do mestre - de -obras que era muito arteiro dava muito susto nas pessoas encostando a ponta dos fios elétricos nas pernas dos coitados que pulavam assustados e provocava muitas gargalhadas. Outro fato interessante foi o grande mutirão para bater a laje da atual da igreja. Havia mais de cem homens, parecia mais uma festa que um serviço pesado. Na hora do lanche o Rafael De Angeli comeu nove pães. Foi assunto para os jovens da época rirem muito tempo, assim conta o Sr. Valdemar Dalto.

Na festa de São João Batista de 1958, o Padre havia proibido jogos de azar e baile. Alguns moradores mais afoitos não deram ouvidos ao Padre e na véspera, enquanto ao lado da fogueira o Jongo animava a praça fizeram um baile, a sanfona comeu solto até altas horas. Logo, uma beata levou o tal fato ao conhecimento do Padre que morava no colégio em Boa Esperança. Como castigo o Padre não veio celebrar a missa no dia seguinte. Depois de muito relutar e discutir o que fazer o Sr. Fernando Moscon e o Sr. Agostinho Agrizzi aos prantos pediram que o Padre perdoasse a comunidade e viesse celebrar a missa. Mais uma vez o Padre Luiz Amadeu mostrou que tem um bom coração e veio celebrar a missa.

ALGUMAS DATAS QUE MARCARAM A PARÓQUIA PELA DOR E SOFRIMENTO:

  • 1918 – A região foi assolada por uma epidemia de “Influenza Espanhola”, vírus da gripe.
  • 1933 – A região foi assolada novamente por uma epidemia, desta vez pior. Febre Amarela. Nas duas ocasiões morreram muitas pessoas.
  • 1939 – Com a 2ª Guerra Mundial caíram os preços do café, houve quebradeira geral. Foram desativadas muitas pilas de café, várias vendas foram fechadas. Houve muito desemprego, miséria e fome.
  • 1960 – Dia 26 de outubro, falecimento do Padre Olívio Giordano. Foi uma comoção geral, ele era muito querido e até os dias de hoje é venerado como um santo.
  • 1970 – Dia 22 de maio, um acidente tira a vida de 4 jovens adolescentes, Geraldo Calvi, Ademir Marin, José Luiz Speroto e Darci Pin. Eles iam de carona em um caminhão de Jaciguá para o colégio onde estudavam em Vargem Alta.

O progresso chegou muito lento à região. Em 1910 chegou a Estrada de Ferro Leopoldina Railway, em 1941 chegou a estrada de carro construída a mão. O povo sempre viveu basicamente da cultura do café, milho, feijão e banana. As primeiras indústrias do mármore e granito surgiram no final dos anos 60. Até então havia algumas serrarias de madeira, pilas de café, e pequenas fábricas de farinhas.

 
 
 

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