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24/04 - Caminhada de Matilde - Alfredo Chaves ES
Caminhada de Matilde – Alfredo Chaves ES
RPPN Oiutrem – Túnel – Cachoeiras – Prainha – Rio Benevente - História
     
Data: 24.04.2010
Transporte: micro ônibus ou carro
Encontro: 05:30 h, em frente ao Hotel San Karlos, Cachoeiro
Café da manhã: Ecopousada Oiutrem (www.oiutrem.com.br) 27.3269.4082
Caminhada: caminhada de nível médio a forte, passando por trilhas contemplativas na RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Oiutrem,de 60 hectares de Mata Atlântica em vários estágios, por pequeno trecho de trilho do trem, aventura pelo Túnel de Matilde, que é uma passagem de águas, e terminando com banho de “praia” na Pousada Prainha. Quem tiver fôlego, visita a Cachoeira de Matilde ou ainda esportes de aventura como bóia cross, rapel, etc. Haja aventura!!!
Almoço: Na Pousada Prainha(www.pousadaecampingprainha.com.br), a parte, R$ 16,90 o Kilo/pessoa, num grande quiosque a beira do Rio Benevente.
Custo total: R$ 56,00 (Organização, micro ônibus, café da manhã, transporte no local e guia) + 2 kg de alimentos não perecíveis para doação. Confirmar presença até 22/04, com depósito no BB, ag. 3760-5, c/c 4.910.801-8. Pagto no dia R$ 66,00 .
Coordenador:
joaoluiz@caminhadasetrilhas.com.br
Tels : 28. 3515.1092/9915.6889
Sugestão: as duas Pousadas acima são excelentes para hospedagem.
www.caminhadasetrilhas.com.br : 10 anos nos caminhos do Planeta!
Unimed Sul Capixaba : sempre esteve com a gente em todos os lugares !
Histórico da Linha:
O que mais tarde foi chamada linha do litoral foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia constrtuído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim,foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.
A Estação:
A estação de Matilde foi inaugurada em 1902 ainda pela E. F. Sul do Espírito Santo. Chamava-se à época Engenheiro Reeve. Este nome foi pouco depois alterado para Matilde, que era mesmo o nome do povoado que ali existia, e transferido para uma estação do ramal Sul do Espírito Santo, entre Espera Feliz e Coutinho. A estação ficava próxima à ponte da ferrovia sobre o rio Benevento. A linha havia chegado aí e parado, em 1902. A Leopoldina retomou as obras com o objetivo de levar a linha até Cachoeiro do Itapemirim. A época da greve dos operários da E. F. Vitória a Minas coincidiu com a retomada da ligação ferroviária Matilde-Cachoeiro de Itapemirim, pela Leopoldina (em 1907). A celebrada Estrada Sul do Espírito Santo, iniciativa do Governo Muniz Freire, com a finalidade de ligar Vitória a Cachoeiro, estancou em Matilde, quando da crise de 1900. Meu pai foi o primeiro tarefeiro admitido pelo famoso engenheiro Caetano Lopes, chefe da construção. Acampou à margem da ponte sobre o rio Benevente, que logo adiante, 500 metros talvez, se despeja em belíssimo salto de mais de sessenta metros de altura. Foi um sorriso em nossa angustiosa vida de garimpeiros. Depois do salto belíssimo, a paisagem que o rio descreve - erodindo espigões cobertos de quaresmeiras e samambaias, em contraste com o prateado das embaúbas, o verde escuro dos cafezais em pequenos talhões, o milharal em desordem, as casas de colonos de tanto em tanto, com seus telhados agudos ora de zinco, ora pintados a zarcão, ora de tabuinhas negras de caruncho, aquelas capelas devotas com sineiras em torres piramidais - empresta um bucolismo tranqüilo ao povoado que estacionara com a crise do café do fim do século e com a paralisação da construção da estrada de ferro. Dividia-se em Matilde Velha e Matilde Nova, onde por primeiro se localizaram os italianos, a uns três quilômetros acima da cachoeira. Matilde era distrito e centro de convergência de outros núcleos a nordeste. Meia dúzia de casas, igrejinha, venda, padaria, da qual Dona Matilde era a padeira. A escola construída pelos colonos foi fechada pelo governo, que lá instalou a delegacia de polícia, porque a professora, coitada, lecionava em italiano. A Matilde Nova esboçou-se junto à ponte e à estação da estrada de ferro, que se chamava Engenheiro Reeve, em homenagem póstuma ao profissional inglês, tocaiado com dois tiros de espingarda. Vinha de Iriritimirim, última parada, na época, trazendo doze contos de réis para o pagamento dos operários. Ainda teve tempo de salvar o dinheiro, atirando a maleta numa ramada de espinhos arranha-gato. Eram poucos os moradores de Matilde Nova. O guarda-chaves, Seu Batistella, casado e com filhas, hospedava seu superior hierárquico, Pedro Sposito, agente da estação. A família de maior nomeada era a de Giacomo Provedel. Influente negociante e homem prestativo foi também Ângelo Modulo. Havia o armazém do Lisandro Nicoletti, comprador de café e grande proprietário, estabelecido em Vitória, cujo gerente, em Matilde, era o ferreiro mecânico Aurélio Mainardi. Certa vez Lisandro Nicoletti foi tocaiado por um bando e só escapou porque se fez de morto, depois de receber mais de dez tiros. Só perdeu o animal de sela. Tempos depois tentaram saquear-lhe a casa de negócios. Não foi só o atentado ao engenheiro Reeve que perturbou o sossego da pacata colônia de italianos; oriundos de Treviso, Udine, Beluno e Cremona, chegados de 1880 a 1890, eram boa gente. O distrito contava 370 famílias e foi perturbado várias vezes por bandos de jagunços. De quando em quando os italianos se assustavam. Habitualmente moravam nos fundos de seus estabelecimentos comerciais e a peça mais importante era a cozinha, onde a família se movimentava.
Alfredo Chaves - ES
A beleza de mais um pequena cidade do interior capixaba...
População: 14.225 habitantes.
Distância de Vitória: 81 KM, no sul capixaba.
Área: 616.50 km2
A colonização da região que inclui hoje o município de Alfredo Chaves foi iniciada depois que Dom Pedro II doou 500 alqueires de terra ao guarda de honra da corte brasileira, o português Augusto José Álvares e Silva. O desenvolvimento da região, entretanto, só ocorreu após a chegada dos imigrantes italianos. O primeiro grupo desembarcou em Benevente a partir de 1877. De barco eles seguiram de canoa até Jabaquara, próximo à fazenda pioneira da sesmaria Quatinga. A fazenda pertencia ao coronel José Togneri, que se casara com uma das filhas do primeiro colonizador.
O município ganhou o nome de Alfredo Chaves em 1891, quando o povoado foi desmembrado de Anchieta e ganhou caráter de vila. O nome foi uma homenagem ao engenheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, um dos ministros da Colonização do Império, que esteve na região acompanhado de 21 soldados, em 1878, e afugentou para as matas os índios que atacavam as primeiras propriedades.
Possue diversas cachoeiras, Matilde é a mais famosa. No distrito de Matilde, onde se localiza uma das mais famosas cachoeiras do Estado, a colonização foi iniciada pelos italianos em 1884. O distrito recebeu este nome porque o engenheiro inglês Carlos Bloomer Reeve, responsável pela construção da ferrovia no Sul do Estado resolveu prestar uma homenagem à esposa, com o apoio dos moradores.
Alfredo Chaves foi emancipado em 21 de maio de 1924, quando a região já era ligada a Vitória pela Estrada de Ferro Leopoldina.
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